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A estrada até aqui

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Como toda boa história, essa também começou com um sonho. Uma vontade imensa de viajar, mudar de vida, conhecer lugares e pessoas novas. Mas para onde ir? Como? Com quem?

 

Viajar para fora do país sempre foi algo fora de cogitação. Como alguém pobre como eu conseguiria? Recém formada em linguística, ainda estagiária de uma agência de publicidade, tudo parecia estar bem longe da minha realidade.

Foi quando, em uma conversa com uma colega de classe, descobri um programa relativamente mais barato, em que você trabalha cuidando de criança em outros países, e em troca, a família te oferece casa, comida, e um salário mensal. A ideia é tão tentadora quanto aparenta, decidir arriscar.

 

Deixei a ideia ir amadurecendo durante um tempo, fui lendo sobre, assistindo vídeos, conhecendo agências, pessoas que dividiam o mesmo propósito, e aos poucos a coragem foi aparecendo. Até que decidi que a hora de jogar boas energias pro universo e esperar que o melhor acontecesse havia chegado.

Desde a primeira entrevista (em inglês) na agência escolhida até encontrar a família que eu acreditei ser ideal para mim foram 3 meses. Fechamos o embarque para 7 meses depois, um tempo bom para que eu pudesse aproveitar minha família e amigos um pouco mais.

 

Nesse ponto, é importante saber também que não serão todos que irão te apoiar, algumas pessoas vão duvidar, dizer que você deve desistir, e algumas vezes essas pessoas serão próximas a você. Mas também terão aquelas que vão te apoiar e torcer para que tudo dê certo, se agarre a elas e não solte, rsrs. É por causa delas que eu estou aqui hoje!

 

Vou dar uma dica que pode parecer um pouco obvia mas que demorei um pouco pra perceber, então presta bastante atenção:

A PESSOA MAIS IMPORTANTE DA SUA VIDA, É VOCÊ!

 

não desista dos seus sonhos por mais difíceis e distantes que eles pareçam.

te vejo nas próximas! :*

 

Um rolê nas montanhas

Planejar férias não é tarefa fácil, especialmente quando você não tem muito dinheiro nem muito tempo, mas, como boa virginiana que sou, plenajar é minha parte favorita. Desde quando eu soube que teria 4 semanas de férias, eu já comecei a projetar meus futuros destinos e pesquisar maneiras pra que tudo pudesse acontecer, e é sobre uma dessas semanas que eu contarei aqui.

Parques nacionais, bem como a parte central (talvez um pouco mais centro-oeste) dos Estados Unidos, não são destinos muito comuns escolhidos para viagens, o que, pelo lado bom, os torna mais baratos e menos lotados em relação a outros pontos turísticos, e pelo lado ruim, faz com que toda a beleza natural seja pouco apreciada.

Optei, então, por uma road trip por três estados (que acabaram se tornando quatro), que contemplam um cenário inesquecível e guardam inúmeros presentes da natureza pro globo terrestre, são eles; Colorado, Wyoming e Utah (e, sem querer, querendo, Idaho).

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Dai em diante, foi só encontrar alguém que topasse essa loucura comigo (valeu, Paulinha!), comprar as passagens, alugar um possante e partir pra estrada!

Colorado

Por questão de tempo, comodidade e proximidade, decidimos por Denver (a capital do Colorado) e Boulder, e pra isso, contamos com a ajuda da lindíssima Carol, que nós hospedou durante esses primeiros dias.

Denver

É uma cidade bastante turística; downtown mistura o comtemporâneo de prédios com a vista maravilhosa de montanhas ao fundo, o que traz um ar campestre à cidade. Despendemos boa parte do dia andando pelos pontos mais visitados e tirando fotos.

Algumas dicas de onde tirar boas fotos: O City Center e o Civc Park são bem perto um do outro, e também são bem próximos de downtown, onde tem alguns muros com grafittis bonitos. Tem também o “Blue Bear”, uma estátua de um urso azul gigante bem fofinha.

Almoçamos num restaurante brasileiro chamado “Little Brazil”.

Boulder

Apesar de ser tão perto de Denver, Boulder tem um ar totalmente diferente; uma cidadezinha universitária bem jovem e cultural. A Pearl Street é a rua mais lotada e tem várias lojinhas legais pra conhecer. Não é muito grande, mas tem atrações suficientes para um dia. É muito comum ver músicos e artistas se apresentando na rua e pessoas se aglomerando pra assistir.

Bônus: Nesse mesmo dia, por indicação da Carol, fomos conhecer o Red Rocks, que é um teatro antigo a céu aberto no meio das montanhas onde acontecem shows de bandas grandes. A vista é fantástica! Vale muito a pena a visita.

Mais infos: https://dpo.st/2Jhlofr

https://bit.ly/2ODBdDs

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Red Rocks

Wyoming

Depois da nossa aventura em duas cidades, chegou a hora de partir pra natureza, e que bom que o fizemos! Nosso primeiro desafio foi enfretar 9 horas dirigindo de Denver até Wyoming (mas acho que o desafio maior foi da Paula de me ouvir cantando por esse tempo todo, rs.). Alugamos um carro pelo aplicativo Turo, que é uma espécie de AIRBNB pra carros, e não tivemos nenhum problema. Optamos por dirigir 4 horas e meia cada uma pra que nenhuma se sentisse cansada durante o primeiro parque, e deu super certo.

Grand Teton National Park

Esse parque ganhou meu coração antes mesmo de entrarmos nele, que lugar maravilhoso! A vistas são fascinantes, é definitivamente o meu favorito! O caminho é cercado por montanhas e quanto mais você se aproxima, mais percebe o quão espetacular é a vista, realmente apaixonante. Dirigimos até o primeiro “Visitor Center” pra nos situarmos melhor em relação à trilhas e localizações.

Decidimos fazer uma trilha chamada “Inspiration Point” que passava pelo “Lake Jenny”, as fotos do google pareciam sensacionais então demos uma chance. A dificuldade é média-alta, e o tempo gira em torno de uma hora pra subir e uma pra voltar. Quando começamos, estava 8 graus celcius, porém, ensolarado, o que tornou a subida agradavelmente aquecida. Desde o primeiro passo a view já é impressionante, a vontade é tirar uma foto a cada passo que você dá, é realmente uma pintura! Durante a escalada, experimentamos todos os tipos de clima; sol, nevoa, nuvens, chuva (fina e refrescante, no entanto), e quando nos aproximamos do topo, neve. Foi uma experiencia excepcional e, em certo ponto, indescritível. Chegar no topo e ver que toda aquela subida valeu a vista. ALTAMENTE RECOMENDADO!

Conheça o parque: https://bit.ly/22F3WFt

Vitor – Idaho  

Nossa estadia durante esses dias foi em um AIRBNB na pequena cidade de Victor, em Idaho. Uma cidade geladinha e com ar camponês. Poucas lojinhas e vendinhas compõe o centro, o resto é tomado por fazendas, cavalos e vastos campos.

Vitor fica cerca de 40 minutos de distância do Grand Tetons e 1 hora do Yellowstone, e seu valor de estadia é consideravelmente menor em relação à Jackson Hole (a cidade mais próxima dos parques).

Yellowstone National Park 

O famoso parque do Zé Colmeia também não deixou a desejar! É um parque enorme com MUITA coisa legal pra ver, então, sugiro pesquisar bem o que quer ver antes pra não perder tempo. São fontes termais e gêiseres por todo lado, é lindo! Você  vê formas da natureza que nunca viu e se pergunta como é possível que aquilo aconteça, é mágico! O parque é habitado por ursos, bisões, alces e outros animais que não se encontra em qualquer lugar, então é mais um ponto positivo! Mais uma vez paramos no “visitor center” pra nós localizar e decidimos ir para o Grand Prismatic Spring, uma fonte termal bastante famosa e de fácil acesso. Fomos alertadas sobre como deveriamos ver o spring do alto pra que pudessemos perceber a diferença de cor causada pelas bactérias que nele vivem, por que se fossemos direto a ele, seria como se estivessemos vendo um lago comum.

A trilha para a upper view do Grand Prismatic é bem rápida, cerca de meia hora pra subir e meia hora pra voltar, fato que faz com que ela seja a mais escolhida pelas outras pessoas também, então esteja preparado para encontrar várias pessoas lá em cima e “concorrer” com espaços pra fotos. Quando fomos, estava rolando um ensaio de fotos para um casamento, achei a ideia diferente.

Sobre o parque: https://bit.ly/1XN9nlc

Utah

Saimos de Victor bem cedinho em direção ao próximo estado: Utah! O primeiro dia foi um passeio em Salt Lake City, a capital. Foram 5 horas dirigindo até lá.

Salt Lake City

Uma cidade já conhecidamente religiosa (populada quase que integralmente por mormons), as principais atrações de SLC são templos e igrejas. Não é muito grande, mas tem sua importância. Os templos são localizados no centro e bem próximos um do outro, na conhecida Temple Square. É notável o investimento por fora e por dentro pelos toques sofisticados e pelas frases bíblicas escritas por todos os cantos.

Na hora de comprar nosso suvenir, encontramos sem querer uma lojinha cujo vendedor era brasileiro e ficamos um tempo conversando como era viver nos Estados Unidos e o quão diferente nossos estados de moradia são.

Fato importante: Se você, como eu, adora um musical e é fã de High School Musical, a escola em que os filmes foram filmados fica em SLC e é aberta a visitas por um tempo limitado de 15 minutos. Obvio que eu não ia deixar de dançar Together no refeitório e tirar foto no armário da Sharpay.

Depois de riscar os pontos turisticos da lista, dirigimos até nosso AIRBNB em West Valley City pra descansar e nos preparamos para a aventura do dia seguinte. Gostaria de deixar registrado que a casa tinha dogs muito fofinhos e eu queria ter trazido eles de volta comigo ❤

 Zion National Park

Hora de encarar o terceiro parque! O Zion, aproximadamente 4 horas de distância de SLC, é um parque bem grande e surpreendentemente bem arborizado por ser no meio do deserto, também é extremamente organizado, você precisa estacionar no primeiro Visitor Center e só se locomove lá dentro usando um free shuttle oferecido pelo parque.

O plano principal era fazer a trilha “Narrows”, porém, quando chegamos lá descobrimos que ela dura 8 horas e algumas das partes você precisa cruzar o rio pra completá-la, então optamos por fazer três trilhas fáceis ao invés.

Ao entrar no parque, você recebe um mapa com as paradas do shuttle e quais trilhas você acessa em cada parada, não tem como errar. Nossa primeira trilha foi a Emerald Pools, que leva para uma cachoeira e um laguinho de cor esverdeada e lembra a cor de esmeralda mesmo. O caminho é lindo e totalmente na sombra, então não importou muito o calor que estava fazendo. Quando chegamos lá, metade da rota (que leva à cachoeira) estava fechada, então só conseguimos ter a visão de baixo dos “paredões” de pedra. A segunda trilha foi a Weeping Rock, um pouco mais demorada, mas igualmente linda! Paramos um pouco em um riozinho para molhar os pés e apreciar a vista. A terceira e ultima trilha foi a Riverside Walk, que é a que leva a trilha do Narrows. Essa foi um desafio um pouco maior pelas pedras pra escalar e a distancia um pouco maior. Quando chegamos ao final dela, a vontade era atravessar o rio e seguir adiante, mas nosso tempo e roupas eram limitados, então a vontade ficou pra uma próxima vez.

Conheça: https://bit.ly/2bQHrvH

Para o Zion Park, nos hospedamos em um Econo Lodge na cidade de Hurricane. O melhor de tudo foi o café da manhã incluso (obvio que a gorda não ia deixar de mencionar isso, rs.).

Arches National Park

Mas de quem foi a ideia de fazer hike no deserto? Ah, é, foi minha, hehe.

O maior desafio de todos foi essa trilha, mas posso dizer com todas as letras que: valeu cada passo! 40 graus, no deserto, pessoas alertando para levar e beber MUITA água, zero sombras pelo caminho, muito protetor solar e nossa coragem!

Para acessar as trilhas, você tem que dirigir dentro do parque mesmo, cada curva é um suspiro de tão lindo! Paisagem de velho-oeste mesmo, ultrapassou minhas expectativas! Elegemos nosso destino o “Delicate Arch” que (só vimos depois) é uma trilha considerada díficil e faz jus a classificação.

Paramos algumas vezes pra respirar, mas seguimos adiante. Alguns trechos escorregadios, alguns trechos estreitos, alguns nem dava pra saber pra que lado a trilha ia. Um medo gigante de encontrar cobras (tem placas alertando por todo lado), mas assim continuamos. No momento em que vimos a primeira “janela” que dava vista ao arco, soltamos um “uau” de tão lindo que era!

Já tinha algumas pessoas esperando numa espécia de fila pra tirar foto no arco, então aproveitamos alguns outros pontos do local pra usar nossas poses e cliques. Eu gostaria de ter feito outras trilhas, mas o cansaço e o calor não me deixaram, mas numa próxima, sem dúvidas!

Sobre o parque: https://bit.ly/2aiJNlk

Fato interessante: O AIRBNB que ficamos era numa cidade próxima chamada Thompson, a cidade parecia abandonada e a casa por fora era um tanto quanto assustadora, porém, por dentro, tudo normalzinho.

E de volta à Denver:

Chegou a hora de voltar pra casa, com muita tristeza, dirigimos 5 horas de volta pra Boulder pra devolver nosso querido Cleiton (como apelidamos nosso carrinho companheiro). E de la, direto pro aeroporto. E assim terminou nossa trip de 2200 milhas, 4 estados e 7 dias ❤

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Gastos:

Nossos gastos totais foram em torno de 900 dólalres, incluindo as passagens de avião para Denver e a alimentação.

Carro: $697,00 (aluguel, seguro e milhas extras).
Gás: $220 dolares (10 tanques ao todo).
Annual Pass: cada parque é em torno de 30 dolares por carro para entrar, com o annual pass você tem acesso a todos eles por um ano por 85 dolares, vale muito a pena!
Acomodação: $250.
Aereo: DC to Denver e Denver to DC – $180 (carry-on inclusa)

Curtiu? Deu vontade de viajar! Se joga no mundão!

Qualquer dúvida sobre preços, dicas, roteiro e endereços, pode me mandar uma mensagem e a gente troca uma ideia 😀

Até a próxima, navegantes! :*

Como o intercâmbio abriu a minha mente

Não, eu não estou falando sobre coisas genéricas como aceitar casamento gay – se você precisa sair do país pra se livrar de pensamentos como esses, sinceramente tem algo bem errado com você – estou falando sobre como eu abri minha mente pra viver novas aventuras que eu achava ser fora do meu alcance.

Levar em consideração a opinião alheia pode ser uma coisa bem perigosa. Muitas vezes a gente se fecha dentro de uma bolha de ideias que acredita estarem certas e com isso acaba se fechando pra novas oportunidades. Eu, por exemplo, achava que jamais entraria em um carro (ou em um avião) com mais 4 pessoas que nunca vi na vida e dirigiria (muitas vezes) mais de 3 horas pra conhecer um lugar novo, e agora me pego fazendo isso pelo menos uma vez por mês. Achava que isso era demais pra mim, que era caro, complicado, perigoso, que não funcionaria.

Mas, spoiler alert, funciona! Pode não ser perfeito, vai rolar perrengues, as vezes você vai sair com novas amizades, e as vezes com novos ranços, mas você vai sentir que valeu a pena quando chegar em casa e riscar aquele lugarzinho no mapa!

Foi aqui, nos Estados Unidos, que eu descobri que amo colecionar mais do que imãs de geladeira dos lugares que visito, eu amo colecionar novas experiências!

Lugares que eu risquei do mapa até agora:

  • New York
  • Tennessee: Memphis e Nashville
  • Virginia ❤
  • Washinton D.C.
  • Maryland
  • Florida: Miami e Orlando
  • Kansas
  • Missouri
  • Pennsylvania
  • Ohio
  • Jamaica
  • Ilhas Cayman
  • Bahamas

Lugares que pretendo riscar:

  • Dublin, Irlanda
  • California
  • Arizona
  • Nevada
  • Utah
  • Wyoming
  • Colorado
  • North and South Carolina
  • Atlanta
  • Hawaii
  • Texas

Depois eu volto pra contar se e como andaram esses planos!

Espero voltar com boas notícias.

 

Um beijo e um queijo,

Leda

 

O estranho mundo dos EUA

Pisquei e já são 5 meses nos Estados unidos, como passou tão rápido eu não sei, mas tem sido uma experiência transformadora.

Morar em uma cultura diferente (por mais parecida que ela seja com a sua) não é tarefa fácil. Leva tempo para se acostumar com a comida, com os horários, e até com a maneira deles de lidar com as coisas.

Pra quem sempre foi acostumada a comer bastantin no café manhã e almoço e pouco na janta, foi trabalhoso fazer o corpo acostumar com o contrário. porque para os americanos o jantar é a refeição mais importante do dia e no almoço eles geralmente comem um sanduiche ou alguma fruta.

As baladas e festas aqui tendem a terminar bem mais cedo que no Brasil também, geralmente 2h ou 3h da manhã já estão fechando os bares, acendendo as luzes e expulsando a galera da pista de dança, hehe. Quase todos os bares tocam música alta, o que torna impossível sair pra beber e conversar com os amigos sem perder a voz gritando pra ser ouvido (ah, queridos barzinhos), mas os ambientes geralmente são bem divertidos e cheios de gente bonita.

Sobre o comportamento, norte americanos detestam rodeios,e não medem as palavras pra dizer algo, eles vão direto ao ponto, um pouco diferente do que os brasileiros no geral fazem -as vezes por medo de magoar alguém ou ser grosso- então se eles precisam de você eles não vão hesitar em dizer, e se não precisam também. Quando eu cheguei foi um pouco dificil acostumar com a frieza deles, mas agora já estou mais “acostumada” (saudade calor humano, porém, rs.).

Tudo que é novo assusta no começo, mas depois melhora, e melhora, e melhora, até que você acostuma e se prepara para as coisas novas que estão por vir, por que essa é a vida, não é mesmo?

Por hoje é isso, até apróxima!

:*